Cristiano Blanco
O Cristiano Blanco irrompeu na cena do poker europeu em Março de 2007 com um segundo lugar no EPT Dortmund, ganhando assim €380 000.
“Foi como um conto de fadas” disse o Cristiano, que se qualificou para o evento on-line no Everest Poker. “Fui ao EPT porque queria experimentar testar as minhas habilidades de poker contra os peritos. Foi mágico! Naquela altura, foi o melhor final EPT de qualquer jogador italiano."
O Cristiano assinou com a Team Everest depois do seu final espetacular em Dortmund. Para ele, jogar para o Everest foi uma decisão fácil. “Sou um rapaz tradicional e no Everest foram tão bons para mim. Eram tão atenciosos… trataram-me tão bem. Era a única sala com quis assinar."
Conhecido como o garanhão italiano, a presença atrativa e afável de Cristiano fê-lo um dos jogadores mais conhecidos e populares da crescente cena de poker italiana.
“Quando comecei há seis anos atrás, os italianos a jogar Holdem eram poucos. Agora toda a gente quer jogar," disse o Cristiano. “O que é muito bom para mim.”
Como a maioria dos Italianos, a primeira incursão do Cristiano no poker foi o Five Card Draw, jogado sobretudo em casa de amigos. A primeira vez que jogou Holdem on-line, começou sem saber as regras e ganhou um torneio de $5 000 Garantidos algumas horas depois.
E claro, ele é também o primeiro a admitir que a sorte de principiante não dura sempre. “Depois de um ano a jogar, estava em baixo. Ainda estava a aprender as regras e a ganhar experiência.”
Antes de iniciar a sua carreira no poker, o Cristiano era um jornalista conhecido em Roma, que trabalhava bastante na rádio e mais tarde tornou-se repórter num programa de futebol de grande audiência ao domingo à noite, Goal Di Notte.
Apesar de ser um jogador profissional de poker a tempo inteiro há vários anos, o Cristiano reconhece que é graças a sua carreira anterior que ele chegou aonde está agora.
“Gosto de descobrir coisas. Quero mesmo ver as coisas. Quando era um repórter explorador, visitei uma vez o local onde uma escola tinha desmoronado no sul de Itália. Foi horrível mas como jornalista, tem que se reportar não apenas a situação mas também os sentimentos das testemunhas e dos familiares.”
“Ajudou-me mesmo a crescer.”
Ele diz que esta experiência no mundo real não só ajudou as suas capacidades de ler os outros jogadores, mas também lhe deu uma perspetiva ajuizada e mais realista do jogo do que muitos dos seus adversários, que começaram a jogar a tempo inteiro quando jovens adultos.
“Pergunto-me o que eles fariam se isto tudo acabasse amanhã. Como é que ganhariam a vida? Eu sei o que é trabalhar num emprego normal. E dou graças a isso por muitas razões… e também me tornou mais responsável com o meu bankroll.”


