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Catarina Santos - Equipa Portuguesa da Everest Poker

13-03-09 @ 15:07:31 por Nuno

De hoje em diante os quatro membros da equipa de poker da Everest em Portugal vao passar a escrever para vós neste espaço, começa a Catarina e a proxima será do Fernando Festas, vencedor da ultima ediçao da Solverde Season.

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"A minha entrada para a equipa portuguesa da Everest Poker é para além de um grande privilégio, um desafio. Incluo neste desafio a parte de escrever neste blog: escrever sobre poker, com a preocupação de ter o mínimo interesse para quem está desse lado a ler, não é algo com que me sinta à vontade. Por isso, no início desta nova aventura, não tendo a pretensão de escrever matérias tecnicamente desenvolvidas, tentarei partilhar algumas situações poker rellated que, quanto mais não seja, despertem a curiosidade de quem lê.
Espero, essencialmente, que o que aqui escrevo reflicta a paixão que tenho por este jogo. Fascina-me não só a componente estratégica (que me dedico a desenvolver passo a passo, com consciência que ainda tenho muito que evoluir), mas essencialmente, e é aqui que realmente reconheço a beleza deste jogo, no exercício de auto-controlo e de análise do comportamento dos adversários.
Neste primeiro post, vou fazer uma breve referência à 2.ª Etapa do Solverde, primeiro torneio disputado pela equipa Everest, em Vilamoura.
Num cenário diferente do habitual_ a chover no Algarve_ este foi o meu primeiro itm de 2009 (espero que primeiro entre muitos e, se possível, com melhores classificações).
Continuo com a sensação que nesta estrutura do Solverde, é muito importante “encaixar” jogo nos primeiro níveis, porque com a evolução rápida das blinds depressa chegamos a uma posição de já não poder fazer raise e cbet sem ficarmos comitted. Assim, nesta etapa consegui criar uma stack bem confortável no início do torneio (sem necessidade de usar o rebuy) o que me permitiu jogar bastantes mãos antes da pausa para jantar.
Por essa altura começava a sentir as dificuldades normais desta estrutura: a velocidade das blinds impõe-nos movimentos mas, com a quantidade de short stacks nessa altura, um raise impõe-nos o call ao seu allin, o que é verdadeiramente problemático quando não estamos a ser premiados boas cartas. Assim, na ausência de bons jogos, e com os allins constantes, fui rapidamente caindo, entrando no segundo dia em “allin mode”. Acabei por ser eliminada numa “corrida”, que seria “aquela corrida”, mas que em nada minimiza a sensação de que tenho que me adaptar a uma solução adequada a este tipo de estrutura, impondo-me mais movimentos, mais marginais, nesta altura do torneio. For the win "

Catarina Santos, membro da equipa Portuguesa de poker da Everest Poker